18
Set 11

 

 

 

 

 

 

 

21º Capitulo

Fez um movimento menos cuidadoso e queixou-se logo, os murros que havia recebido ainda magoavam.

- Creio que agora obrigas-te a ir nas calmas. – Bill gozou com Tom e o facto deste fazer constantes caretas de dor. – Maravilhoso. – riu-se

- Se estivesses no meu lugar estavas aí praticamente morto. – pestanejou pois ainda lhe ardiam os olhos do contacto com aquele maldito fumo.

- Que maldoso que és comigo. – o gémeo de Tom voltou a falar num notável tom de puro gozo – Mas fora a diversão… - o das tranças olhou-o de lado – bom… - fingiu tossir – como ficaram as cenas agora?

- Quais cenas, Bill? Krunt foi morto…a rede de trafico dele foi desmantelada e conseguimos aprender imensos kg de Drogas e prendemos cerca de 8 homens que trabalhavam para aquele maldito. Creio que “as cenas” estão bem, por agora.

- Referia-me ao facto de estares caidinho de amores pela Aria, esta pertencer ao grupo “perigoso” da Interpol, ter ordem para matar e não poder andar por aí pela cidade como se nada fosse. – Bill explicou

- Porque não pode ela andar por aí? – quis o mais velho dos gémeos saber

- Porque corre o risco de algum familiar ou amigo a reconhecer, Tom.

- Eu fui anos o suficiente o seu melhor amigo e não a reconheci de modo algum. Simplesmente ela informou-me quem era na realidade.

- Mas sejamos sinceros…antes de te seres informado á cerca da sua identidade, estavas praticamente a vê-la ali. – o irmão não respondeu de imediato.

- Apenas… - suspirou – a vontade de estar de novo com ela tomava conta de mim, colocava-me doido e ainda mais dar-me conta que a amava, depois de ela supostamente ter morrido.

- Amá-la? – Bill falou de olhar cravado no seu gémeo.

- Sim. – fechou os olhos por breves momentos – Ela sabe disso.

- O facto de te sentires loucamente atraído por ela e terem estado juntos em aspectos mais…apaixonantes…

- …quer dizer isso mesmo. Que a amo. – Tom interrompeu.

- Voltando á pergunta base. Como ficam as coisas agora?

- Não sei ao certo, mano. – olhou o ecrã da tv mas era o mesmo que não ver ali nada, mesmo estando a televisão ligada e no momento exibir um filme. – Sabes que não falamos ou estivemos juntos desde o termino da missão.

- Coisa que foi á dois dias. – o outro relembrou – Não seria amável da tua parte telefonar-lhe? – mais uma vez, Tom não deu imediata resposta.

+++

Por uma questão de…aparência…Tom havia surgido no Cemiterio, supostamente para recordar o aniversário, já á muito passado, da ex-colega de equipa. A sua surpresa surgiu ao ver Nathan por ali, junto da pedra que assinalava a memoria da irmã.

- Por aqui… - murmurou. O rapaz olhou-o rapidamente e depois voltou a observar a pedra

- E tu…que fazes por aqui? – Nathan questionou-lhe

- Nem sei. – suspirou. O que sabia era que já contava quatro dias sem saber de Aria.

- Vi a tua namorada. – o rapaz falou do nada e a atenção de Tom afitou-se – Quer dizer…vi-a passar num bruto BMW desportivo de cor preta. – sorriu fracamente

- Quando a viste?

- Esta manhã. É bonita a rapariga. – disse – Quem a olha com mais atenção vê semelhanças á minha irmã. – encarou Tom

- Acho que comecei a me interessar nela de inicio…por isso mesmo. – o das tranças explicou – O resto tem surgido.

- Gostavas realmente da Aria? – franziu o sobrolho

- Mais do que julgava. E quando…a perdi é que me dei conta.

- Ainda bem que encontras-te uma miúda á altura da minha irmã. – Nathan brincou um pouco com as suas palavras.

- Sim. Parece que a minha procura louca por uma rapariga do género…terminou. – suspirou – Creio que também devas saber que…

- …o infeliz que matou a minha irmã também desapareceu de vez. – olhou de relance atrás de Tom – Deu na tv. – sorriu timidamente – Realmente ela é gira, Kaulitz. – não deixava de olhar atrás de Tom; o rapaz voltou-se e encontrou Aria atrás de si, sorrindo ligeiramente para ambos os rapazes que ali estavam.

- Shay. – Tom pronunciou devagar.

- Imaginei que estivesses por aqui. – ela falou e aproximou-se do das tranças – Olá, Nathan! – falou ao rapaz loiro e este assentiu simpaticamente para si – É alguma data especial? – questionou falsamente ao irmão enquanto relançava um breve olhar á pedra onde estava gravado o seu nome.

- Não. – o rapaz loiro respondeu – Apeteceu-me passar por aqui. – sorriu ligeiramente – Fiquem bem. – despediu-se com um aceno e começou a se afastar do casal.

- Que fazes aqui? – ela quis logo saber, assim que ficou sozinha por ali com Tom

- Desapareces-te quatro dias. Queria confirmar que não tinhas feito por desaparecer de novo da minha vida. – ele respondeu

- Desculpa a ausência, Tomy. – sorriu e começou a beijar o rapaz tranquilamente, com imenso carinho. – Estava a organizar a minha posição na Interpol, de modo a ficar pelo pais e não viajar para o outro lado do mundo.

- E é seguro ficares cá? – perguntou a medo

- Por agora. – sorriu-lhe – Como vês…apenas sou parecida á Aria. – acariciou a face do rapaz devagarinho – Mas temos que continuar com o extremo cuidado de ninguém ouvir esse nome por aqui. Shay…Chamo-me Shay Norton. – anunciou em ultimo

- Shay. – falou divertido

- O nome que me inventas-te, pega bastante bem. – beijou-o de novo. – Em privado sou a “tua” Aria, ok. – Tom assentiu com um sorriso e tomou por sua vez a iniciativa de beijar a rapariga.

- Já acabas-te a Vingança, certo? – quis ele confirmar

- Completamente. Voltemos as missões novas e que rapidamente conseguimos resolver. Os nossos departamentos terão parceria a partir de hoje. Vais é ter que continuar a ter a mesma cabra ruiva como Chefe, Tomy. – gozou e ele abraçou-a; era de notar que Tom queria memorizar aquele momento romântico, sempre recordar o bom que é sentir Aria em seus braços e ela própria estar finalmente descansada e seguir com tudo o que seria de novidade.

- Não voltes a me deixar. – ele sussurrou-lhe – Amo-te. – o corpo da rapariga tremeu vagamente e rapidamente uma estranha tranquilidade se apoderou do casal.

- Eu sempre te amei. – Aria respondeu – Vamos? – quebrou o abraço, de modo lento. – Estamos num cemitério, Kaulitz. – riram – Pretendo continuar o momento…num certo quarto de Hotel, ok.

- Se assim o desejas. Shay Norton. – rodeou-a pela cintura – Aceitas namorar comigo?

- Creio que isso ficou esclarecido á uns dias atrás…querido. – beijaram-se rapidamente. Começaram a caminhar pelos caminhos calcetados ate ao portão de saída daquele local.

- Vais continuar num Hotel? – ele questionou por mero acaso

- Não. Amanhã vens comigo para me ajudar na escolha de um dos quatro apartamentos, pequenos, que a Interpol me colocou á disposição. Pode ser? – olharam-se

- Combinado. – sorriu

Entrou cada um em seu carro, mas estava mais que determinado que os seus caminhos a partir daquele dia…seriam unidos e estariam sempre enlaçados numa forte amizade e num intemporal amor.

 

Fim

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16
Set 11

 

 

 

 
 
 

20º Capitulo

Os olhos de Tom ardiam devido aquele intenso fumo que era libertado das bombas que a Policia ou a Interpol haviam lançado naquele lugar. O que antes podia ser chamado de vulto aquilo que o rapaz vislumbrava de Aria e Krunt a se debaterem, agora passara a ser meras manchas entre o fumo branco.

Tom tentava reencontrar a saída daquela sala, tossia imenso devido á inalação e os olhos lacrimejavam.

- Aria! – chamou-a, ouviu sons de embate corpo a corpo, depois algo caiu sobre a cadeira até onde á pouco tempo Tom estava amarrado; um grito feminino irrompeu de súbito por entre o fumo. – Aria! – alarmou-se

- Saí! – ouvia-a gritar-lhe. Algo fora lançado contra algo de madeira, pois ouviu-se o embate

- Não. Onde… - alguém foi contra si, resmungou e então conseguiu ver um agente da policia devidamente fardado e fazendo uso de uma mascara

- Temos que sair daqui! – o agente falou para Tom, este olhou-o e tentou procurar o vulto de Aria entre o fumo – Agente! – o policia elevou o tom da sua voz – Retirada. – falou rapidamente

- Aria! Vamos embora. Que se passa?

- Não. – ela falou numa voz rouca – Tom! – gritou de repente. Um novo disparo ouviu-se.

- Aria! – mais policias fardados e a usar mascaras surgiram por perto do rapaz, alguém o empurrou com força para trás, debateu-se e um novo tiro fora disparado.

+++

O fumo começava a se dissipar. Tom deambulava pela sala ainda com os olhos a lacrimejar.

- Ari… - taparam-lhe a boca com brusquidão

- Queres deitar por terra a identidade dela!? – Dália sussurrou a Tom e empurrou-o para fora da sala, juntamente consigo mesma.

- Que se passou? – o rapaz questionou, fechou os olhos e tossiu mais um pouco – Como… - voltava a tossir e a pouco e pouco voltava a visualizar tudo em seu redor.

- A tua amiguinha estava bem preparada para esta situação de rapto. – Dália falou contra vontade – Agradece-lhe depois o facto de estares vivo, Kaulitz.

- Não interessa nada disso agora, Dália! – ele elevou-lhe o tom da sua voz – Ouvi dois disparos. Não se via nada ali dentro. Vocês são loucos! – voltou a gritar

- Olha o tom da tua voz junto de mim! – Dália respondia-lhe igualmente em gritos

- Enquanto existirem agentes em perigo num espaço reduzido, nunca se deve lançar qualquer espécie de engenho que dificulte um possível resgate o escapatória! – ele citou

- Nós não sabíamos exactamente onde vocês dois estavam.

- Não sejas cabra, Kraft! – a voz de Aria ecoou no corredor. Dália arregalou os olhos e olhou atrás de si, podendo distinguir Aria em toda a sua pose confiante. A loira apresentava um golpe na testa, o lábio rebentado e unia a sua mão esquerda ao ombro direito e não parecia nem um pouco contente.

- Que… - Tom ainda tentou pronunciar mas ao ver o modo agressivo que era representado nas feições da ex-colega de equipa optou pelo silêncio.

- Sabias perfeitamente onde eu estava, só não contavas que o Tom estivesse na mesma divisão, Kraft! – Aria falou irritada. Alguns agentes da Interpol juntaram-se a si e mostravam-se atentos aquilo que a rapariga começara a falar. – Estavas a dirigir a operação e deste ordem para lançarem bombas de fumo para o local exacto onde eu estava presa. – limpou o canto magoado da sua boca – Realmente odeias o facto de eu mandar mais do que tu. Mas descansa…a missão terminou. Krunt morreu ás minhas mãos á pouco menos de 3 minutos. – caminhou para junto de Tom, este nada disse e apenas olhou de relance para a sua chefe de departamento.

- Não sabia… - Dália recomeçou

- Já te disse para não seres cabra, Kraft! – Aria atirou. A ruiva fungou e mostrou-se plenamente ofendida com a agente da Interpol – Apresenta o teu relatório com tudo o que sucedeu e espero que acates as consequências do teu acto imbecil rapidamente. – falou de novo.

A loira suspirou e reparou que continuava alvo dos olhares preocupados dos seus colegas e do próprio Tom.

- Só foi de raspão. – informou – E foi melhor isto do que directamente… - juntou o dedo indicador da sua mão direita ao peito de Tom – aqui. – falou fracamente

- Era… - ele pronunciou-se

- Era directamente ao teu coração, Tom. – a rapariga informou-o – Por isso que te gritei…mas não vias onde eu estava e o Krunt. – suspirou. Aproximou os seus lábios da orelha do rapaz e por fim sussurrou-lhe – Terminou. – deu um rápido beijinho no lóbulo da orelha de Tom e afastou-se.

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01
Set 11

 

 

 

 

 

 

 

 

19º Capitulo

Acordou lentamente, um estranho zumbido apoderava-se da sua cabeça, inspirou lentamente.

- Lamento por te fazer esperar tanto tempo pelo nosso encontro cara a cara, Kaulitz. – alguém com uma voz rouca e arrastada disse. Aquela voz… - Como sabes tenho andado ocupado a fugir dos teus esquemas, muito bem elaborados, nos últimos três anos. Mas por fim…desisti de fugir. Então…resolvi ir directamente á fonte dos meus problemas.

- Krunt. – Tom falou a sorrir e elevou a cabeça, dava-se agora conta que estava fortemente amarrado a uma cadeira de metal, os pulsos doíam-lhe e o sangue começava a escapar das feridas que aquelas cordas lhe estavam a provocar.

- Á quanto tempo, Tom Kaulitz. – o homem de 40 anos, cabelos meio longos, olhos pequenos e negros, lábios finos mas já marcados por uma cicatriz no lábio superior, no seu queixo mal barbeado encontrava-se uma outra cicatriz, esta mais comprida e mais profunda, o fumo do cigarro que Krunt fumava foi lançado aos olhos de Tom.

- Como conseguis-te? – perguntou – Qual foi a manha?

- Que manha? – Krunt repetiu – Referes-te ao facto de ter lançado para junto de ti uma bomba de gás atordoante, Tom? Nos tempos que decorrem facilmente consegues a participação de um mero cidadão para lançar uma armadilha.

- Sentes-te realizado. – gozou. Krunt apontou a cicatriz que tinha no lábio

- Aquela noite foi complicada não foi? – questionou e depois apontou a segunda cicatriz – A tua amiga conseguiu ser ainda mais agressiva do que tu.

- Onde está ela? – perguntou sem mais rodeios. Krunt riu-se e apagou o cigarro com o seu pé

- Graças a essa cabra e tu a minha vida tem sido muito complicada ultimamente. Agora aquela mulher lembrou-se de aniquilar todos os que me apoiavam fortemente.

- Óh…e isso magoou os teus sentimentos. – Tom gozou e tentou mexer-se na cadeira onde estava amarrado, mas tal só contribuiu para lhe cortar mais os pulsos com as cordas – Onde está a Aria? – perguntou mais uma vez

- Logo vais estar junto dela e aí poderão sofrer juntos. – aproximou-se do rapaz e deferiu-lhe um agressivo murro na barriga, Tom expeliu todo o ar que continha nos pulmões, nada falou e limitou-se a olhar para Krunt. – Espera só mais um pouco, Kaulitz.

+++

Havia sido estúpida a maneira como tinha chegado aquele ponto. Ele e Aria tinham sido, estupidamente, apanhados nas artimanhas de Krunt, coisas simples e vergonhoso para agentes da lei como ambos o eram. Alguém lhe bateu na face esquerda, Tom abriu os olhos e olhou severamente o autor daquele estalo.

- Acorda bela adormecida. – um tipo de mau aspecto que tresandava a álcool falou-lhe. – Trouxe-te companhia. – fez sinal a um outro tipo que o acompanhava ali; um corpo foi lançado ao chão com brutidade, os cabelos loiros e bem longos identificavam-na.

- Aria. – Tom falou num tom, controladamente, calmo. A rapariga gemeu de dor, o tipo que a havia empurrado para o chão voltou a se aproximar de si, agarrou-a pelos longos cabelos e puxou-a acima; a face dela estava tingida de vermelho do seu próprio sangue, um feio golpe era apresentado na testa de Aria, a blusa estava rasgada num dos ombros, tantos os pulsos como os pés dela estavam atados com cordas, aparentemente, tão apertadas quanto as que prendiam Tom. Obrigaram-na a ficar de novo em pé, depois foi mais uma vez empurrada com brutidade, mas agora para cima de Tom, os corpos embateram e a cadeira onde o rapaz estava amarrado acabou por cair ao chão, levando o casal consigo.

- Nós já voltamos. Não queremos que se sintam sós. – o homem que havia dado o estalo a Tom falou a rir e logo desapareceu da linha de visão do rapaz.

- Aria. – falou para ela, esta moveu-se lentamente e rolou de cima do corpo de Tom, ficando deitada ao seu lado. – Que te fizeram?

- O típico… - ela falou com certa dificuldade

- Julguei que tínhamos boas defesas. – ele resmungou e Aria começou a rir – Enlouqueceste. – comentou depois

- Quem te disse que não as temos, Tomy? – respondeu e então conseguiu mover o corpo de modo a conseguir encarar o rapaz – Isto faz parte do plano.

- Matarem-nos faz parte do plano de captura do Krunt? – falou protestante – Podias pelos menos ter avisado que eu corria para a minha morte certa!

- O nosso trabalho é sempre de risco.

- Não ao ponto de me lançar de braços abertos para a morte! – resmungou para ela

- Não te queixes! Metros e metros debaixo de água seria pior. – falou aborrecida e Tom não lhe respondeu.

- Qual a tua ideia? – ele falou minutos depois

- Simplesmente segue o normal. – ela disse antes de conseguir sentar-se. Os tipos voltaram aquela pequena sala, Krunt acompanhava-os.

- Então…fizeram as despedidas? – o traficante chefe falou

- Se me arranjares uns preservativos, ate me despeço melhor do Kaulitz. – Aria falou sorridente

- Depois de morta, não importa se vais grávida. – Krunt falou num tom irritadiço.

- …de facto… - ela falava com muita tranquilidade na voz – Pretendes acabar com a raça de um agente da policia criminal e uma agente da Interpol, como?

- Rapidamente. – respondeu-lhe

- Ah…óptimo. – voltou a rir

- Continuas a gozar mesmo numa situação má para ti, Näzir. – Krunt disse de olhar cravado na loira

- E vou acabar bem, de novo. – ela avisou o que causou a pura diversão dos súbditos de Krunt

- Desta vez não poderás saltar borda fora, Näzir. – recordou

- Ah…tens razão. – sorriu na mesma. Algures algo explodiu, um alarme fez-se ouvir e várias vozes ecoaram pelos corredores – Chama-lhe…Vingamça, Krunt. – o tipo de mau aspecto precipitou-se sobre si e deferiu-lhe um bruto murro na cara, acabando por lhe rebentar o lábio.

Tom moveu-se na cadeira, rodou ainda amarrado nela e tentou libertar-se, maus uma vez, das cordas que o amarravam

-Fartei-me! – Krunt gritou e puxou uma arma do bolso do casaco, apontou-a a Tom e começou a premir o gatilho; o rapaz conseguiu apoiar os pés no chão e elevou a cadeira, a bala alojou-se na base daquela cadeira de ferro; Aria ficou de pé e ainda que de pés e mãos amarradas lançou-se agressivamente contra o segundo tipo, enquanto o que lhe havia rebentado o lábio apanhava Tom e voltava a colocar a cadeira de pé; ouviram-se vários disparos e alguns gritos de dor agonizante; Aria alcançou uma navalha que havia caído do bolso do tipo que derrubara, Krunt apontou-lhe a arma quando ela cortou as cordas que lhe prendiam os pés, mal a arma foi disparada a rapariga baixou o corpo, esquivou-se da bala e pontapeou Krunt na virilha, este gritou de dor e contorceu-se. Aria voltou a pontapear, desta vez o homem de mau aspecto que tentava sufocar Tom com as suas mãos.

Por fim a raparia ficou livre das cordas, soltou os pulsos a Tom e deixou que ele se livrasse do resto das cordas. Krunt apanhou Aria por detrás, esta debateu-se. Tom esmurrou fortemente o homem que ainda estava consciente, partindo-lhe mesmo o maxilar com a agressividade dos murros. Um novo disparo ouviu-se na sala, ao olhar para a rapariga, Tom viu-a a se debater com Krunt pela arma… bombas de fumo rolaram pelo chão e logo tudo ficou repleto de fumo branco.

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28
Ago 11

 

 

 

 

 

 

 

18º Capitulo

Gemeu quando começou a sentir os lábios de Tom a deslizarem pelo seu peito, arrepiando-a com o toque do piercing e excitando-a mais um pouco.

- Vamos mesmo ter que parar com isto. – ela disse divertida. – Estivemos nisto a tarde completa, Tomy. – abriu os olhos e ver a ternura com que era olhada por aquele rapaz, fê-la arrepiar-se de novo.

- Depois eu é que era o insaciável. – ele falou com pura diversão

- Jogámos alto nas provocações. O resultado só poderia ser alto. – foi beijada

- Consegues então acreditar que…a tua ausência neste tempo todo só confirmou que havia algo mais do apenas amizade.

- Continua a ser difícil de acreditar.

- Sei que não adoptei a melhor actuação contigo antes…mas agora…não dá mais, Aria. Tu estás a me deixar louco. – foi a vez dela de o beijar.

- Não te preocupes que não vou desaparecer de novo. – tranquilizou-o – Poderei fazer missões por fora mas…pretendo sempre regressar.

- E vais. Porque tu…tens que voltar para mim. – beijou-a mais uma vez

- Quero ver até onde a tua fidelidade pode ir. – gozou

- Muita piada. – ela afastou o corpo do seu, ele resmungou – Porquê?

- Porque é hora de jantar e caso não saibas eu informo-te, Tomy. Preciso de comer alguma coisa antes que fique totalmente carenciada de forçar. – ele sorriu-lhe. Era estranho ser alvo daquele amoroso olhar de Tom, sentir aquela paixão crescente vinda dele e acima de tudo aperceber-se que não havia ali mentira á cerca daquilo que o rapaz estava a sentir.

+++                      

Aparentemente, Tom não poderia dar a entender que algo o deixava de “cabeça no ar”, e acima de tudo não poderia demonstrar que era culpa de Aria ou Shay que tal acontecia; o mal ali era que estava a ser uma missão impossível ele não deixar de olhar aquela loira de outro modo.

- Passou-se alguma cena entre ti e a Shay? – Thomas perguntou

- Alguma cena… - Tom repetiu e deixou por fim de olhar a bela imagem do rabo de Aria, que se encontrava mais á frente do local onde ele estava – Porque perguntas?

- Notavelmente não deixas de a olhar e pelo modo como a olhas… - começou por falar

- Não vou comentar nada a cerca da minha vida pessoal, sabes. – falou de repente com diversão

- Sim, claro. – Thomas riu-se – Lembra-te que trabalham juntos…de momento. E sorte ela ser da Interpol, senão irias atravessar problemas sérios pelo facto de te envolveres pessoalmente com a loira.

- Já repares-te bem a minha sorte. – Tom falou num tom muito irónico; o seu colega de trabalho revirou os olhos e nada disse.

Aria falava com alguém ao telemóvel, do nada encarou Tom e fixou olhar com ele; desligou a chamada e caminhou rapidamente para junto do ex-colega.

- Reúne a tua equipa, Tom. – ela disse num tom ordenador – Krunt revelou-se. – sorriu e aproximou-me perigosamente do rapaz – Chegou a Vingança. – anunciou perto o suficiente dos lábios dele; Tom riu-se e apanhou logo a sua arma, colocou-a no coldre e fez sinal a Thomas.

+++

- Esta é a revelação do Krunt? – Thomas falava chocado – Isto? – apontou o café onde Shay aguardava por uma nova dica do informador da Interpol – Reunimos a equipa para quê? – olhou de modo inquisidor para Tom, este continuava encostado a um jipe que estava estacionado a cerca de 40m do café, parecia fechado nos seus próprios pensamentos e devido aos óculos de sol que tinha colocados, Thomas e o outro colega de equipa não conseguiam distinguir a feição do rapaz de cabelo entrançado.

Toda a equipa envolvida na missão de captura de Krunt aguardavam as ordens de Tom e também esperavam pela dita “revelação” daquele rei do crime. Subitamente algo rebentou no interior do café, Tom sobressaltou-se e levou logo a mão á sua arma, Thomas comunicou algo aos agentes que estavam mais próximos; a terceira agente da policia que estava ali correu atrás de Tom até ao café. Uma pequena mesa redonda embateu na montra, estilhaçando todo o vidro, por pouco a agente feminina não era apanhada por aquele lançamento.

- Mas… - antes que Tom continuasse a falar, fortes labaredas impediam a saída dos clientes do café. – Thomas! – gritou-lhe

- Os bombeiros vem a caminho…o… - calou-se subitamente ao ver uma nova mesa atravessar a montra. Aria saltou do interior, fez uma cambalhota pelo chão e rapidamente se elevou; os clientes começaram a sair também através da montra, gritos ouviam-se.

- Que raio se passou? – Tom exigiu saber, Aria olhou-o rapidamente e nada falou. – Shay! – elevou o tom da sua voz. A rapariga lançou a mão á sua lombar e retirou a sua arma do coldre, passou uma rasteira a Tom e disparou um único tiro, algures uma mulher gritou de modo estridente e depois viu-se um corpo cair inanimado no chão. – Mas…

- Tom! – alguém gritou – Cuidado! Cuidado! – tanto ele como Aria mal se deram conta do que aconteceu a seguir aos gritos de aviso. Algo o fez perder os sentidos.

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24
Ago 11

 

 

 

 

 

 

 

O

 

 

17º Capitulo

Mesmo tendo a terça-feira de manhã em folga, Tom tinha que regressar ao Departamento da parte da tarde. Todos os elementos da equipa que estava na missão de apanhar o Krunt mostraram-se animados com captura do “braço direito” do contrabandista e traficante, o cerco apertava-se e Krunt já tinha acesso a pouquíssimos recursos.

Anunciou-se e depois de receber ordem de entrada, Tom entrou no gabinete de Dália Kraft.

- Parece que tu e a tua…amiga…continuam muito bem treinados e coordenados em campo. – Dália falou assim que o rapaz fechou a porta do Gabinete atrás de si. – Muitos demonstram-se extremamente curiosos com a origem de Shay. – falou contrariada

- Como sabes não podemos falar da sua real identidade.

- Sim, sim. Mas tenho que te dizer que… - olhou-o nos olhos – aqueles que estavam neste Departamento á três anos atrás já começaram a comentar as estranhas parecenças de atitude e actuação em missão, de Aria com a dita Shay. – suspirou – Se a missão se prolongar por muito tempo vamos ter sérios problemas com a identidade dela.

- Apesar das parecenças… - Tom falou – a Aria que eles conheceram era bem mais calma que a…dita Shay.

- Sim, claro. Afinal ela no passado não despertava pelo teu interesse sobre si e esta…visivelmente…anda a abusar e deixar-te rendido.

- Não vejo entrave nenhum nisso. – sorriu

- Eu vejo. A vossa constante…atitude provocadora e cenas de tensão sexual começam a dar que falar. Toda a gente repara o quanto vocês se atraem. Eu não gosto desses comportamentos no meu Departamento. – Dália falou num tom mais alterado

- O teu problema Dália, ambos sabemos qual é. – provocou – Não suportas a ideia de a minha ex-colega de equipa ter voltado, não aceitas que outra mulher consiga comandar por aqui…odeias o facto de que Aria tenha dado volta á missão. E acima de tudo…odeias que eu a deseje do modo fervoroso, conforme desejo. – sorriu de novo

- Tu achas-te imenso, Kaulitz.

- Á mais alguma coisa que me queiras dizer, Kraft? – ela negou e ele prontificou-se a sair do Gabinete.

Ao chegar á sua secretaria reparou logo em Nathan á sua espera, inconscientemente Tom olhou em redor, apenas para confirmar que Aria ainda não tinha aparecido por ali hoje.

- Nathan. – falou para o rapaz de cabelo curto e loiro escuro. – Que se passa?

- Vinha saber se já sabes alguma coisa…que explique o que aconteceu em minha casa. – falou sem muita vontade de ali estar

- Bem…a missão que eu ainda dirijo desde o acidente de á três anos, como sabes, continua a decorrer. Ao que parece uma mulher a mando de um inimigo de negócios de Krunt fez-se passar pela tua irmã. – o semblante de Nathan pareceu enrijecer – Mas para isso…precisavam de saber algo sobre a vida pessoal da tua irmã.

- E essa mulher? Continua por aí a se fazer passar pela minha irmã? – quis o rapaz saber

- Não. Apanhamo-la na quinta-feira. Ela está a serviço de um tipo da Rússia, portanto…mandamo-la para o seu pais. Não te preocupes. Nada se passou de mais preocupante.

- Toma atenção, Kaulitz. Não quero qualquer uma a manchar a memoria da minha irmã. – Tom ia responder-lhe mas o surgimento de Aria junto de si, assustou-o e deixou receoso.

- Boa tarde. – ela falou o seu tom agradável de voz e parecia feliz por ver Nathan ali.

- Boa…tarde… - ele respondeu mas olhava atentamente a mulher loira e extremamente atraente que se encontrava ao lado de Tom, parecia que a conhecia de algum lado.

- Caso novo? – ela perguntou o mais tranquila possível

- N…não.. amh… Shay… - olhou a rapariga e depois o irmão desta – este é o Nathan, irmão de…uma ex-colega minha de trabalho. – suspirou

- Prazer. – ela falou a sorrir e depois sentou-se sobre a secretária do das tranças, deixando que as suas tonificadas pernas bronzeadas ficassem muito a mostra, devido á saia que vestia.

- Bom. Uma vez que isso foi resolvido. – Nathan falou meio nervoso, sem duvida aquela loira era atraente como tudo.

- Não te preocupes mais. Ninguém mais irá entrar na tua casa a vasculhar o quarto da tua irmã. – Aria parecia intocável e bebericava o seu café

- Julguei que tinhas um colega de trabalho. Vejo que mudou. – Nathan comentou inesperadamente

- Bem…

- Sou a namorada dele. – Aria falou com um pequeno sorriso nos lábios – Mas eu trabalho no Departamento de Roubos. Estou de passagem, para matar saudades. – disse animadíssima

- Pois… - baixou o olhar – obrigado, Tom. Por teres aceite falar comigo e tratar do…problema.

- Sabes que podes falar comigo. Mesmo que ainda me acuses do desaparecimento da tua irmã, espero que saibas que podes contar comigo, Nathan.

- Terei isso em conta. – afastou-se ligeiramente, olhou a mulher loira e voltou a encarar Tom – Hoje era o seu aniversário. – recordou e Tom ficou tenso – Lembras-te que ela fazia anos uns meses antes de ti. Aria no inicio do Verão e tu no final deste.

- Sim. Lembro-me. – sorriu – Fica bem, Nathan. – o rapaz assentiu e foi embora.

Assim que o irmão de Aria saiu do Departamento, Tom encarou-a e ela parecia na mesma…intocável.

- Como…te sentes? – perguntou com cautela

- Um ano mais velha. – falou ainda nas calmas – Já tinha estado próximo o suficiente dele, dos meus pais e da minha avó. Nesse dia…sim…custou-me imenso. – saiu de cima da secretaria, deitou o copo vazio para o lixo e ajeitou a saia – E mentis-te. – concluiu; Tom franziu o sobrolho – Obviamente não recordavas que eu faço hoje anos. – sorriu-lhe – Bom que te redimas. – o rapaz sorriu

- E como me posso redimir? – falou próximo dela

- Queres mesmo que te informe? – ele assentiu – Vai buscar-me daqui a 20 minutos ao Hotel onde estou. E não te preocupes com a ciumenta da tua chefe. – sorriu mais uma vez, deu um beijo na face do rapaz e afastou-se dele.

+++

Não sabia qual seria, exactamente, a ideia daquela rapariga mas ele acatava a informação que recebera, apesar dos protestos de Dália sobre a sua saída repentina, Tom tinha ido para o Hotel onde Aria estava hospedada e sorte era este ser bem próximo do edifício da policia.

Na recepção fora informado que poderia subir até ao quarto de Aria, assim o fez. Tocou suavemente á porta do quarto da rapariga, um empregado dos serviços de quartos passou por ele e olhou-o com extrema inveja embutida no olhar…Aria causava mesmo sensação por onde passava; a porta do quarto foi aberta devagar e logo os olhos verde brilhante daquela loira o observaram, Tom tomou a iniciativa e tentou entrar logo no quarto.

- Calma, Tomy. – ela falou atrás da porta – Ou entras de olhos fechados ou ignoras-me como sempre fazias á três anos atrás. – falou provocadora

- Aria. – murmurou – Que pensas que estás para aí a falar? – empurrou a porta com mais força e a rapariga teve que lhe permitir a entrada. Assim que entrou e fechou logo a porta do quarto, estancou perante a imagem que tinha á sua frente; Aria vestia apenas e unicamente a sua lingerie, bem rendada o que atormentou logo os impulsos de Tom.

- Não fiques com a ideia errada, ok. – ela advertiu – Simplesmente atrasei-me mais do que julguei, Tomy.

- De certeza que foi isso? – ele perguntou, embora ainda estivesse de olhos pregados na lingerie rendada de cor vermelha da sua ex-colega.

- Juro pelo que quiseres. – ela falou seria – Tive que ir comprar umas coisinhas e atrasei-me na loja. – explicou

- E tens assim tanta pressa para quê? – ele perguntou – Afinal ainda não me desses-te o que pretendes pedir-me para que eu me redima por ter-me esquecido do dia de hoje. Apesar de ainda ir a tempo.

- Eu estava a pensar em… - fez um ar mais pensativo enquanto voltava a passar a pequena toalha sobre o seu cabelo molhado; Tom tirou-lhe bruscamente a toalha das mãos e abraçou-a fortemente, o peito de Aria ficara bem apertado ao do rapaz; o beijo atormentador surgiu de imediato – Tom. – falou contra os lábios deste

- Tu estás a pedi-las, Aria. Perdoa-me por não conseguir mais resistir. – ela sorriu e deixou que Tom a encaminha-se contra a cama que ocupava o centro do quarto.

De um modo bem rápido, Aria despiu a t-shirt ao rapaz, arrastando agressivamente as unhas pelas costas dele depois, Tom pigarreou e agarrou-lhe  os longos cabelos, puxando-lhe a cabeça atrás e logo atacar o pescoço da rapariga com beijos calorosos. Se havia facto que Aria adorava era o facto de Tom ainda adorar usar calças mais largas, por isso a tarefa de o privar das suas calças fora fácil; o rapaz tratou de descalçar os ténis e logo deixar-se ficar apenas em boxer’s; Aria continuava a lhe exigir beijos sufocantes, arrepiava-o com o roçar do seu corpo sob o dele, fazia-a pigarrear sempre que lhe cravava as unhas. O soutien que ela usava rendado parecia nunca ter estado no seu corpo, o casal descaiu sobre a cama; a loira arrastou os boxer’s do companheiro até o desprover de tal peça, deslizou uma das suas mãos ao longo do membro, a excitação que podia sentir só a fazia ansiar mais por sentir Tom em si. Rodeando a anca da rapariga com apenas o seu braço esquerdo, Tom elevou-a e quase rasgou a peça rendada que ainda existia em Aria; os corpos nus e extremamente excitados e necessitados um do outro roçaram-se, os beijos que o casal dividia só os atormentava mais.

Foi acariciada com imensa intimidade por Tom, gemeu contra o pescoço do rapaz, mordiscou-lho, beijavam-se selvaticamente; os corpos pareciam doer-lhes com tanta excitação. Aria moveu o seu corpo de modo ainda mais convidativo debaixo do de Tom, depois entre beijos e carícias ainda intimas foram rodando pela cama, até que a rapariga passou para cima do rapaz. Beijaram-se de novo e Tom começou a ficar meio sentado e encostado á cabeceira da cama, tudo porque Aria havia decidido abusar nas carícias…reparou que ela já abria a embalagem do preservativo e pouco demorou até, entre beijos, colocar o contraceptivo ao rapaz. Caminhou de joelhos sobre o corpo de Tom e carinhosamente colocou-se ao colo deste, deixando que a penetração acontecesse calmamente mas de modo intenso. Ele abraçou-se a ela de novo, deslizou os lábios pelos seios de Aria, excitando-a mais com tal. Os movimentos que Aria passou a exercer de anca serviram para destabilizar Tom, terminando-lhe com qualquer controlo possível. Os movimentos mantiveram-se sempre fortes e carregados de muita satisfação, as posições dos corpos foram mudando e aquele casal aproveitou cada segundo.

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16
Ago 11

 

 

 

 

 

 

 

 

16º Capitulo

Apesar de estarem ali por missão, o casal de amigos não deixava as suas conversas de lado, as suas provocações e de se divertir acima de tudo. A zona vip daquele club exclusivo estava a abarrotar de pessoas com grande poder financeiro e Tom já havia avistado alguns procurados pela justiça. Aria havia saído da mesa e ocupava-se a dançar pela pequena pista, acompanhando assim muitas mulheres de origem duvidosa.

Tom confirmou que se podia fumar naquela zona, puxou o seu maço de tabaco do bolso das calças e tratou logo de acender um cigarro, observou com plena luxúria estampada no rosto; a sua ex-colega de trabalho estava a dar show com a sua dança e a ousadia com que demonstrava partes do seu corpo. Reparar no modo como os homens observavam a loira começou a deixar Tom bastante irritado.

+++   

Sentia-se observado, mas era-o apenas por homens com notável inveja dele; tudo porque tinha chegado ali na companhia de uma mulher atraente e provocadora como Aria o demonstrava, mesmo que através da sua dança chamativa. Terminou o terceiro cigarro seguido, bebeu mais um pouco da sua bebida e olhou disfarçadamente o homem da mesa mais ao lado, o chamado “braço direito” de Krunt, este retribuiu-lhe o olhar curioso e Tom sentiu-se tentado em puxar de um novo cigarro; tinha noção o quanto se estava a expor ali, os homens de Krunt conheciam-no, mesmo o próprio sabia quem ele era…obviamente aquele homem de confiança também o conhecia. Engoliu em seco e sentiu que o olhar passara do curioso para o extremamente atento, estava a ficar perigoso continuar por ali.

- Devias acompanhar-me, amor. – a calma voz de Aria obrigou o de tranças a olhar para a sua frente; a respiração da rapariga estava um pouco alterada devido á sua dedicação á dança, o seu longo cabelo ficara um pouco desalinhado o que só alimentava uma imagem puramente erótica de Aria; Tom teve que voltar a engolir em seco.

A rapariga juntou-se mais ao banco e mesa, apanhou o copo de bebida de Tom e bebeu o resto que este continha, depois veio a melhor cena; Aria sentou-se ao colo do rapaz, rodeando-lhe a cintura com as suas longas e torneadas pernas, a pele dela parecia queimar junto das calças de Tom, encostou o seu peito ao dele e tomou-lhe os lábios, exigindo um possessivo beijo ao amigo e ex-colega.

A saia que Aria vestia, de si já era curtíssima, mas de momento tornara-se ainda mais e Tom já podia ver nas pausas do beijos fogosos o tecido da roupa interior negra dela, depois relembrar que ela só usava o colete a lhe cobrir o peito só atormentava o rapaz ainda mais.

- Aria. – falou contra os lábios dela num dos momentos mais selváticos dos seus beijos. Ela moveu-se de modo ousado sobre o colo de Tom e este pigarreou; estaria ela a testar o seu controlo? - Estás a abusar. – advertiu-a.

- Preocupa-te isso? – quis ela saber depois de puxar o piercing do rapaz com os seus lábios.

- Não falaria em preocupar. – sentiu as mãos quentes da rapariga a entrar em contacto com a sua barriga, arrepiando-o e fazendo-o provar as unhadas da parte dela. – Aria. – voltou a advertir. Ela obrigou-o a se encostar totalmente ao banco onde se encontrava sentado, voltou a lhe arranhar a barriga e a beija-lo de modo agressivo, sorriu contra os lábios do rapaz e afastou-se um pouco.

Disfarçadamente, Aria olhou o “homem de confiança” de Krunt, este parecia pessoalmente divertido ao testemunhar aquela cena mais obscena á sua frente, sorria e não deixava de olhá-la de alto a baixo, estudando-a e perceber as suas medidas. Começou a sorrir divertida e encarou Tom olhos nos olhos, este franziu o sobrolho e por fim a rapariga tratou de sair do seu colo.

- Vamos. – anunciou então

- Vamos? – ele perguntou confuso; ela riu-se animada e fez um gesto para que o rapaz se ergue-se e a seguisse. Assim foi.

+++

Saíram daquele Club exclusivo, logo sentiram que eram observados com mais atenção que o normal.

- Perfeito. – falou ela assim que ficaram próximo o suficiente do Audi desportivo de Tom, este destrancou-o e Aria tratou logo de ir apanhar algo que tinha dentro da sua pequena mala. – Preparado, Tomy? – ela questionou enquanto apanhava o seu longo cabelo loiro

- Obviamente. – assim que terminou de dizer isto, alguém se moveu nas sombras e o rapaz desviou-se com extrema facilidade daquele que se tentava precipitar sobre si. Riu-se e lançou um pontapé giratório, apanhado a pessoa, ouviu gemer de dor e logo o apanhou por um dos braços, puxando-o para si e deferiu-lhe um agressivo murro na barriga, a pessoa ficou de joelhos em frente de Tom.

Aria ela agarrada pelos braços, mas logo ela se moveu para trás, conseguindo dar uma cabeçada na boca do seu agressor, este empurrou-a e tentou apanha-la pelos cabelos, a rapariga moveu-se para a esquerda e devido aos seus sapatos de salto conseguiu ter altura suficiente para dar uma cotovelada nas costas de quem a tentava apanhar. Tom surgiu a seu lado, esticou o braço direito ao lado do tronco e embateu violentamente no pescoço do tipo que ainda tentava alcançar Aria, o agressor, praticamente, deu uma volta no ar e caiu duramente no chão do parque de estacionamento. A rapariga apontou a sua arma de pequeno calibre aquele que ainda estava de joelhos no chão, este olhou-a e parecia reconhece-la.

- A mulher no antigo porto. – o tipo falou a custo devido as dores que Tom lhe havia provocado

- Parece que deste o recado ao teu chefe, muito bem. Fizeste um bom trabalho, verme. – ela falou de sorriso embutido nos lábios. Tom encostou-se ao seu carro e acendeu um cigarro, também ele sorria; aquele que devia ainda estar inconsciente voltou a si e tentou logo elevar-se e recomeçar a atacar, Tom deixou o cigarro ficar nos lábios e lançou um murro de tal modo violento á cara do tipo que sentira a cana do nariz partir entre os seus nós dos dedos, o homem voltou a cair no chão e ficou totalmente imóvel.

Aria agarrou o outro a quem apontava a sua arma pelo colarinho da blusa e ficaram cara a cara.

- Diz-lhe que não vale a pena andar a me seguir. – sorriu – E já agora…diz-lhe que o seu “braço direito” está neste momento a ser detido, na outra saída do Club. Diz-lhe que fui eu também a culpada por tal.

- Estás a apertar demasiado. – Tom avisou-a

- Eles que venham. Eu espero-os. – sorriu ela ao dizer – Boa noite, sim. – falou para o tipo e mandou-lhe uma cabeçada, fazendo-o desmaiar com o embate.

- Não achas que estás a arriscar demasiado a tua vida, Aria? – Tom questionou-lhe

- Confia em mim, Tomy. – encarou-o e guardou a pequena arma na mala – Eles não sabem o que eu tenho. – piscou o olhos – Agora sim…vamos. – caminhou para Tom, soltou os seus cabelos loiros de novo e ao ficar junto do rapaz, beijou-o demoradamente.

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14
Ago 11

 

 

 

 

 

 

 

15º Capitulo

Que raio significava aquele «Logo á noite» que Aria lhe havia dito, por um lado esperava o inesperado e por outro…bem…por outro desejava que o significado daquela frase fosse muito mais do que poderia ser provável para uma segunda-feira á noite.

- Resumidamente…desejá-la, parecem loucos por sexo e ainda não avançaram na conversa base á cerca do que Tu e Ela sentem de facto. – Bill tentava resumir tudo o que o irmão lhe havia dito á hora de jantar

- Basicamente. – Tom respondeu-lhe

- Não, decididamente não vos compreendo. Vocês são confusos, as vossas conversas parecem codificadas. Juro mesmo. – elevou as mãos em sinal de rendição

- Ás vezes eu mesmo vejo complicada a tarefa de me descodificar a mim mesmo. – o mais velho dos gémeos falou. O toque á porta do apartamento fez ambos os rapazes pararem a sua conversa, Tom prontificou-se a ir abrir a porta. Aria apresentou-se á sua frente de mini saia vestida, um simples colete que só mostrava que ela não vestia nada mais para além de tal peça, as sandálias não tinham o típico enorme salto alto mas mesmo assim a loira ficava muito perto da mesma altura de Tom, o cabelo de jeitos ondulados parecia brilhar e mais longo que o habitual, uma maquilhagem mais ousada, uns brincos compridos e um colar que fazia qualquer homem desejar ser tal peça. – Que produção só para vires ao nosso apartamento. – o rapaz falou quando Aria entrou apartamento dentro, encontrando Bill de pé em frente da televisão.

- Wow. – assobiou em jeito de piropo – Estás arriscada, Aria. – Bill comentou e não evitou arregalar mais os seus olhos castanhos ao confirmar que a rapariga, realmente, só usava um colete…portanto a palavra revelador ou satisfatório ainda não chegava para descrever a opção de modelo. – Só para que consta…fotografo imensas mulheres vestidas desse modo, não que me importe ver-te assim…mas isso é pedir milagres a qualquer homem. – riu-se

- Achas que o teu irmão não consegue dominar-me? – a pergunta dela fez o irmão em questão ficar boquiaberto.

- Desculpa? – Bill disse – Essa produção toda é para o meu gémeo? – apontou o dito em questão

- Não directamente. – olhou para Tom – Arruma-te Kaulitz. – sorriu-lhe – Vamos a um Club exclusivo. – piscou o olho

- A uma segunda-feira á noite? Enlouqueces-te de vez. – ele atirou

- Tomy, Tomy…eu preciso de ir lá e tu precisas de me acompanhar. – ficou frente a frente com o rapaz – E não te preocupes com horário de trabalho na manhã de amanhã, ok.

- E porque precisas que te acompanhe a um Club Exclusivo?

- Porque preciso de um homem a meu lado senão terei problemas. – explicou

- Eu posso ir no lugar do Tom. – Bill ofereceu-se

- Não me iria importar, pessoalmente. Mas preciso de um com ordem para disparar armas. – concluiu

- Vão meter-te em que espécie de Club mesmo? – o mais alto de todos quis saber exactamente

- Um onde poderei adquirir dicas sobre o paradeiro do Krunt.

- Ah bom! – Tom exclamou – Tenho que ir muito…exclusivo?

- Com um mulherão deste a te acompanhar. – Bill indicou a rapariga – Quem vai reparar em ti? Nem que fosses nu, meu.

- Ainda me admiro como consigo dividir um apartamento contigo, puto. – Tom suspirou e saiu da sala.

- Se me podes responder… - Bill falava – qual o real objectivo?

- Esse que disse. Descobri uma possível fonte naquele Club, mas é de grande exclusividade, necessitei de uma semana para conseguir maneira de lá entrar.

- Mas a uma segunda-feira.

- Exclusividade, Bill. – sorriu-lhe

- E a realidade entre ti e o Tom?

- Acreditas que ele é capaz de gostar de facto de mim, a sério? – mostrou-se cautelosa

- Sim, acredito. Não podes imaginar como ele ficou depois daquele naufrágio, Aria. Mal reconhecia o meu próprio irmão gémeo. – sentou-se num dos cadeirões da sala – Foi difícil ajudá-lo a recuperar. Quando se sentiu pronto…ficou uma autentica maquina em campo, os seus colegas surpreendiam-se com a falta de emoções perante o trabalho mais exigente do departamento. Muito a custo aceitou um novo companheiro de trabalho.

- O Thomas. – Aria murmurou

- Sim. De inicio foi uma guerreia constante mas depois teve de aceitar. Com o teu regresso a possibilidade de olhar-te de novo mas agora como deve ser…ele quer aproveitar.

- Não só pelo facto desta tensão sexual? – ela insistia

- Se apenas fosse isso…antes de ele saber quem tu realmente eras, naquela noite…tinham estado juntos. – Aria sorriu perante o comentário do rapaz mas nada falou, até porque Tom voltava á sala.

Observou-o atentamente, as típicas calças largas (mesmo que não tanto como habito) e de tom escuro, aquela t-shirt também um pouco mais justa deixava que qualquer mulher que se interessasse por homens fantasia-se…as costas largas de Tom, o notável porte físico…depois era o seu cabelo entrançado apenas adornado por um lenço preto, simples ténis largos e também escuros. Sim…se existiam estilos em homens que causavam desfalques numa mulher, Aria tinha um perante si.

+++

Sem duvida aquele Club era de exclusividade, situava-se na zona mais rica da cidade, era uma pequena mansão que até lembrava aquelas que surgiam na Playboy, a segurança obviamente apertada, o luxo notável até á entrada do portão para a casa/club; haviam imensas mulheres, todas elas ousadamente vestidas tal como Aria vinha naquela noite, os homens pareciam verdadeiros chulos ou políticos de grande elite. Tom estacionou o carro e saiu, Aria seguiu-lhe exemplo. Aproximaram-se da entrada oponente.

- Boa noite! – o empregado designado para receber os convidados daquela noite meteu-se – Nomes ou convites. – pediu. Aria puxou a sua pequena mala e retirou de lá um convite dourado, o empregado pestanejou e parecia ficar nervoso de repente – A vossa mesa espera-vos…Sr e Sra Di Falco. – o empregado falou com extrema educação ao ler os nomes do convite dourado.

Com muita tranquilidade Aria juntou a sua mão á de Tom e acabaram por envolve-las.

- Di Falco? – ele sussurrou-lhe do modo mais intimo que conseguia

- Não fui eu quem escolheu nomes, sabes. – ela falou a resposta junto dos lábios do rapaz o que fez que o beijo acontecesse, mas um beijo meio agressivo e carregado de pleno erotismo.

Foram encaminhados por uma empregada até uma mesa na zona mais exclusiva, Tom pode desde logo reconhecer um dos homens que se encontrava numa mesa mais preenchida, tratava-se do segundo mais importante depois do próprio Krunt.

- Vai reconhecer-me. – Tom comentou quando se sentou naqueles suaves sofás brancos ao lado de Aria

- Não, não vai. – ela disse sorridente

- Krunt conhece-me…logo ele também. – olhou disfarçadamente para o homem; estatura alta, porte forte, olhos pequenos e negros, cabelos curtinhos e igualmente negros, vestido a rigor e rodeado de mulheres atraentes e três seguranças de meter respeito.

- Garanto-te que não te irá conhecer. – Aria insistiu

- Que desejam Di Falco? – um empregado pequeno e magrinho perguntou com subtileza

- Vodka Martini, para ambos. – Aria falou prontamente, o empregado assentiu, apontou o pedido e afastou-se da mesa

- Tu não te poupas. – o de tranças comentou – Como raio estás nesta exclusividade toda.

- Truques, Tomy. – sussurrava-lhe ao ouvido – Meros truques. – mordiscou-lhe a orelha e ele arrepiou-se pela segunda vez naquele dia por culpa daquela loira.

- Aria. – falou reprovador – Desde quando sabes este truque.

-Não é truque é questão de te conhecer o suficiente para saber o teu ponto franco. – deu-lhe um suave beijo no queixo e fez questão de se juntar mais a ele; a curta saia que Aria vestia ameaçava cada vez mais, subir de modo abrupto e Tom não podia evitar de esperar por esse momento, depois aquele simples colete mostrava bem o tamanho e forma do seios da rapariga e ele ansiava poder tocá-los. O iniciar de musica mais elaborada chamou o rapaz de volta ao Club.

- Desejas-me assim tanto, agora? – quis ela saber

- Mais do que imaginas. – olhou-a nos olhos; o empregado magrinho regressou á mesa e apresentou as bebida pedidas, evitou depois concentrar-se na mulher loira mas era difícil ninguém reparar em toda aquela beleza e erotismo. – E não sou o único a ansiar por tocar todo o teu corpo. – falou perto dos lábios de Aria – Metes qualquer um nervoso.

- Prefiro concentrar-me em excitar-te, Tomy. – falou provocadora e ouviu-o pigarrear. – Mas infelizmente temos que nos focarmos de momento na razão porque aqui estamos. – voltou a beijar Tom mas não deixou de lhe puxar cuidadosamente o piercing só para apimentar um pouco mais.

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11
Ago 11

 

 

 

 

 

 

 

14º Capitulo

Como havia a conversa se desenvolvido até aquele ponto? Desde quando, Tom nutria tal sentimento por Aria? O que acontecia agora?

- É mesmo verdade. – ele falou num murmúrio

- Totalmente. Mas tu sempre me vias com a melhor amiga que mais parecia um rapaz. – Aria respondeu. O empregado chegou junto da sua mesa e serviu-lhes os pedidos de almoço, afastou-se simpaticamente e o casal voltou mais uma vez a se encarar.

- Simplesmente era demasiado estranho ver-te como namorada ou amante ou fosse o que fosse. – Tom comentou – Não conseguia olhar para ti de outro modo mas garanto-te que não era por te ver como um rapaz, Aria. Eras a “minha” Aria, a minha miúda super animada e pronta a entrar em campo comigo fosse onde fosse.

- Foi por isso que te custou tanto a minha, suposta, morte. – ela disse

- Também. – respondeu-lhe – Mas nessa altura dei-me conta que eras mais para mim do que eu te fazia.

- De certeza que é isso que sentes? Queres-me de facto a teu lado, com muito mais do que antes? – ele assentiu – Não te confundas, Tomy. Não comigo. – sorriu de novo

- Tens alguma noção do que me incomodou ver-te lado a lado com o meu irmão no sábado? E pior ainda quando sumiram juntos?

- Eí. – falou num tom de pura diversão – Não violei o teu irmão se estás a insinuar algo assim.

- Não sei quem poderia violar quem. – semicerrou os olhos ao falar aquilo

- Nada aconteceu. Falamos um pouco, tentei coloca-lo nervoso com o meu vestido mas não passou de provocações. Recebi uma chamada do meu chefe, afastei-me e fui embora.

- O teu chefe telefona-te ás 02h da noite? – surpreendia-se

- Apenas para me informar que eu tinha que liderar a tua equipa e que havia novos desenvolvimentos. Daí que sumi no domingo.

- Certo. – decidiram começar a almoçar. Por agora as decisões á cerca daquilo que ambos queriam ao lado um do outro ficava em suspenso.

+++

Perto do final da tarde, Tom regressou ao Departamento com novos avanços á cerca da missão para capturar Krunt; notou logo a ausência de Dália e Aria ou Shay como a tinham que conhecer agora mas não deu muita importância.

- Tom. – Thomas juntou-se a si – Tenho que te dizer amigo que a tua conhecida de infância deixa um homem nervoso. – falou sorridente

- De que estás a falar? – bocejou

- Shay está concentradíssima a treinar lá em baixo. Digo-te…aquela loira é puro erotismo. – deu uma suave palmada no ombro do colega – E dizes-me que não tens nada com ela.

- Não. Somos amigos e ainda não entramos nessa situação que defendes. – sorriu

 - Ainda. – Thomas deu ênfase á palavra. A curiosidade de Tom atormentava-o portanto resolveu ir espreitar Aria a treinar. Quando chegou á zona de salas de treino viu logo mais homens que o habitual por ali, ficou ainda mais curioso e quase correu para a sala de treino que era disponibilizada para os do seu Departamento.

Um súbito calor parecia esmagar-lhe o corpo, Tom até arregalou imenso os olhos para garantir que não perdia nada de vista; Aria vestia uma simples calças de treino mas estas de cintura descaída o que delineava bem as formas do seu rabo, vestia um top de ginástica bem curtinho coisa básica para tapar os seus seios, o piercing que ela tinha no umbigo dava mais emoção á imagem daquela agente da Interpol a treinar murros e pontapés sobre o saco de pancada.

- Ouvi dizer que é a agente da Interpol que se uniu ao Departamento de Investigação Criminal. – alguém falava

- Eu já a vi diversas vezes na companhia do Kaulitz. Um sortudo aquele tipo. – Tom sorriu silenciosamente e contornou aqueles tipos discretamente, depois surgiu próximo o suficiente de Aria, muitos o olharam.

A concentração e a energia que aquela loira demonstrava naquele treino era dado como uma imagem pornográfica, o calor tingia a pele bronzeada dela e o brilho das pequenas gotículas de super a deslizar sobre a sua pele do pescoço deixavam alguns de garganta seca. Plena pornografia.

Aria sorriu ao se dar conta que Tom a observava, parou de pontapear o saco e olhou o rapaz, este brincou inconscientemente com o piercing; fez-lhe sinal com o dedo para que se aproxima-se de si, o rapaz assim o fez.

- Um. – ela pronunciou e mal o acabou de dizer lançou-se a Tom, este defendeu-se do seu ataque, começaram a se mover cuidadosamente, as tentativas de ataque começaram a ser constantes e apesar de Tom estar de calças de ganga, estas eram largas o suficiente para o deixarem movimentar-se; Aria defendeu um golpe de punho do seu ex-colega, riu-se e tentou a sua sorte, acabando por ser impedida do mesmo modo por ele; girou o corpo e deferiu um pontapé alto, por pouco Tom não era acertado, fora a vez dele de se rir. – Dois. – ela falou então e Tom apanhou-a pela barriga com um murro, ela agachou-se e passou-lhe uma rasteira, passou para cima do corpo do rapaz e ele conseguiu impedir de ser dominado pelas longas pernas de Aria – Três. – falou por fim e Tom deslizou para o lado, exerceu uma bela acrobacia em roda para trás, ficando de novo em pé. A loira saltou para impedir de ser apanhada pela rasteira de Tom, ambos sorriram, Aria saltou em roda para o seu lado de modo a se livrar de um novo pontapé do das tranças; quase vez embateu de costas no saco mas foi a tempo e deslizou para o outro lado, Tom tentou mais uma vez acertar-lhe e Aria moveu-se de modo tão rápido que conseguiu agarras os braços do rapaz atrás, dominando-o e encostou-se ás costas dele, sorriu provocadoramente.

Quem assistia aquela demonstração de plena perícia em combate corpo a corpo estava estupefacto em como aqueles dois se entendiam em luta e em como podia ser mortais apenas com o corpo. Aria juntou os lábios á orelha de Tom, suspirou e mordiscou de modo meio agressivo; ele tentou soltar-se mas ela revela-se mais forte do que julgara.

- Logo á noite. – ela sussurrou-lhe, soprou e fez o rapaz arrepiar-se todo. Soltou-o por fim, agarrou a sua toalha, limpou a face e pescoço e saiu da sala de treinos.

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09
Ago 11

 

 

 

 

 

 

 

13º Capitulo

Quando um dos conhecidos associados de Krunt deu entrada na sala te interrogatório, Tom sorriu satisfeito, afinal o plano que ele havia elaborado e colocado em andamento á quatro dias havia dado bons resultados. Foi o bater de pé que o trouxe de novo aquela sala observatório, olhou para a sua chefe de Departamento e recordou as palavras de Aria…Dália estava de facto possessa com todos os acontecimentos de ultimas horas.

- Que se passa chefe? – quando ele proferia “chefe” era sinal evidente de gozo

- A tua amiguinha de meia tigela anda a ter mão sobre tudo. – resmungou – Vem do outro mundo e arma-se logo em chefe disto tudo. Falta de respeito para com aqueles que se esfolam a trabalhar para esta missão ao longo dos últimos três anos. – cruzava os braços ao peito – Não faz nada aqui aquela…Näzir.

- Se fosse a ti tinha cuidado com essa irritação toda, Dália. – Tom respondeu-lhe enquanto a deixava de olhar

-Deves estar encantadíssimo da tua vida, não Kaulitz?! – a ruiva atirou

- E isso seria porquê? – voltou-se de novo para a mulher

- Porque a tua adorada amiga e colega sobreviveu. – disse

- Todo o meu choque do regresso dela passou no fim-de-semana. – comentou

- Portanto…tiveste um fim-de-semana e tanto. – voltava a resmungar

- Por acaso ainda defendo que o meu irmão e Aria tiveram algo caloroso no sábado á noite. – riu-se, mas no fundo não achava piada alguma aquela ideia.

A porta da sala de interrogatório abriu-se, através do vidro negro de observação Tom e Dália depositaram a atenção naquele homem de barba por fazer, jeans desgastadas e camisa axadrezada; Aria entrou totalmente na sala e foi sentar-se em frente do tipo, colocou uma pasta creme sobre a mesa e sorriu para o tipo.

- Finalmente, não é verdade. – falou para o tipo e este olhou-a de frente – Passaram três anos desde a ultima vez que te vi, Morgan. – continuava sorridente

- E você é? – quis o homem saber

- Óh…sou só uma velha conhecida do nosso amigo Krunt. – falou com algum sarcasmo

- Será que me poderia informar o porquê de eu estar aqui. – indicou em seu redor – Não estava a cometer nenhum crime.

- Morgan. – suspirou – Ambos sabemos que a tua vida é um crime completo. Começando por…acusação de trafico de estupefacientes, entrada ilegal na Europa com um carregamento russo de armas…igualmente ilegais no nosso pais, depois temos ocultação de cadáver, recusa a dividir informações com a Policia, tentativa de explosão de um Departamento de Investigação Criminal em França e…para finalizar… tentativa de homicídio de uma agente da policia alemã.

- Até poderia aceitar todas essas acusações que acaba de enumerar…mas essa ultima…desconheço totalmente. – Aria retirou uma foto da pasta que havia trazido consigo e fê-la deslizar pela mesa, o homem olhou a foto e nada comentou

- Talvez apenas te recordes de mim…nesta altura. – ela indicou; Morgan empalideceu de súbito e olhou de novo a agente da Interpol nos olhos, pestanejou algumas vezes e engoliu em seco – Estamos falados, não? – continuava sem obter uma palavra do homem – As provas que temos são irrefutáveis, Morgan. Tens estado na mira da Interpol aqui na Alemanha e a Policia alemã também tem feito umas quantas missões á tua conta, portanto…

- Desejo então um advogado. – o homem falou por fim

- Óptimo. Aposto que nenhum se vai negar a este caso tão…elaborado. – gozou um pouco e Morgan mostrou-se desconfortável – Espero que comece desde já a se familiarizar com as nossas celas, Morgan. – saiu da cadeira, apanhou a pasta creme e a sua própria foto de á três anos atrás, foi abrir a porta da sala e logo dois agentes da policia entraram e foram algemar o homem.  

- É apenas isto que ela faz num interrogatório? – Dália guinchou

- Temos todas as provas para detê-lo. Não á mais nada a falar sobre isto. – Tom defendeu.

- Como raio esta loira é solicitada pela Interpol? – mostrava a sua indignação

- Trabalho em missões do arco-da-velha. – Aria falou de repente conforme abria a porta da sala de observação; Dália encarou-a olhos nos olhos e a sua pele tomou um tom mais encarnado.

-Estou faminta. – Aria anunciou como se não reparasse no modo como era olhada pela ruiva presente – Vamos almoçar, Tom? – este assentiu divertido e passou por Dália, ouviu-a ranger os dentes e divertiu-se ainda mais.

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Tinham escolhido uma pizzaria próxima do edifício da Policia como local onde almoçar; esperavam os seus pedidos e tentavam colocar toda a sua conversa em dia.

- …estás a provoca-la de propósito. – Tom falou quando o assunto era Dália Kraft

- Eu? – bebeu um gole da sua coca-cola – Não mesmo. Ela é que se inquieta com muito pouco, sabes. – esclareceu

- Claro. Do nada tomas-te a liderança da missão que organizo. Dália sente-se…ameaçada por ti.

- Ela que não fique. Assim que Krunt for apanhado eu deixo de me meter nas vossas coisas, a não ser que numa outra missão seja requerida. – sorriu rapidamente; estranhou o silencio do amigo e então encarou-o – Então? Porquê do silencio?

- Para onde vais quando a missão sobre o Krunt terminar? – perguntou ele

- Não sei. – encolheu os ombros – Para a missão onde for necessária.

- Vais voltar a ficar na incógnita de novo, não. – olhou pela janela e semicerrou mesmo os olhos quando a claridade do dia foi mais forte.

- Sinceramente não sei. Mas da Alemanha não devo sair. – sorriu – A minha ordem para matar limita-se a terreno alemão apenas, portanto…missões arriscadas só por aqui mesmo.

- Se eu te disser… - Tom começou a falar – que te quero de novo por perto. Que tens a responder-me?

- Que bates-te com a cabeça. – respondeu-lhe automaticamente – Que me lembre…não eras muito dado á importância da proximidade comigo. – riu-se

- Isso…foi á três anos atrás, Aria. – encarou-a de novo – Saber que estás bem foi a melhor noticia que poderia receber nos últimos tempos. Agora…vimos cada vez mais próximo o final desta longa e enfadada missão e logo volto a perder-te de vista. Como se não tivesses regressado.

-Não julgues que trabalhar para uma agencia como a Interpol é como nos filmes, Tomy. Temos vários tipos de missões e ordens mas não somos obrigados a sumir do mapa. Isso fica para os agentes infiltrados ou aqueles que tem ordens explicitas a nível mundial. Estou apenas á três anos ingressada na Interpol, tenho 25 anos, meu. Quando atingir os 45 posso usufruir da minha reforma. – gargalhou – Não ando propriamente em sombras. Apenas… - respirou fundo – não posso voltar para a minha família, mas isso ficou esclarecido quando ingressei. Morri para eles.

- Porque não morres-te para mim também?

- Era para o ser…mas…a missão que nos separou obrigou-nos a nos unirmos de novo, Tom. Recebi as minhas ordens e cumpro-as. Claro que…aparecer á tua frente assim do nada e informar-te que sou eu…bem…ia saindo caro mas…eu disse-te naquela manhã, só juntos podemos terminar o que começamos naquela noite no barco de cruzeiro.

- Mas pessoalmente…se tivesses acesso á tua família…quererias também novo acesso a mim? – entrava em caminhos novos com aquelas perguntas.

- Se me estás a perguntar se, pessoalmente, quero estar contigo. Creio que a resposta já foi mais que obvia.

- Sentirmo-nos atraídos um pelo o outro não se trata do mesmo do que…

- …desejar-te mesmo, para valer…de voltar a mexer na paixão que sempre tive por ti mas que a escondia porque não tinha esse direito? – ela completou-o.

publicado por iamcarmen às 15:04
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07
Ago 11

 

 

 

 

 

 

 

 

12º Capitulo

Deu por si a caminhar em silêncio ao lado de Aria num corredor pouco usado do edifício da policia, olhou a rapariga com curiosidade mas esta parecia meio perdida em pensamentos.

- Recordas o que fazíamos quando não havia nada de importante para fazer no Departamento? – a pergunta dela rompeu o silencio daquele corredor

- Terminava-mos o turno mais cedo e íamos beber para o pub na outra rua ou então…

- …organizávamos jogos de cartas animados na sala de convívio do edifício. – ela completou – Daí que ninguém reparava que eu era uma rapariga… - suspirou – comportava-me como um rapaz…agia e falava como um. Estranho mas era assim que conseguia ter amigos verdadeiros por aqui. Recordei tanto os dias que passava aqui…contigo e os restantes…essas memorias mantinham-me com energias para continuar esta missão que por pouco me valia a vida. Depois alimentava a raiva por ter ficado sozinha entre aqueles destroços do barco, parte da minha consciência procurou vingar-se de ti em primeiro.

- Eu não te abandonei, Aria. – ele falou em surdina – Simplesmente o que restava do barco de cruzeiro tinha sido sugado para o fundo do mar, a tempestade não facilitava a visibilidade, restava-me chamar-te e procurar-te ás cegas, não tive resposta…o capitão do cruzeiro puxou-me para o bote de salvamento e impediu-me de me afundar com os restos do barco. Ao longo destes três anos…nunca deixei de pensar naquilo que havíamos vivido neste edifício e fora dele, recordei-te quase todos os dias e jurei que me vingava do Krunt. Podes imaginar o quanto foi…assustador encarar contigo, viva e fisicamente mudada.

- Até nem mudei tanto assim, Tom. – ela replicou – A diferença que vês em mim é que…agora faço uso da feminilidade de que sou dotada, nada mais.

- Sim… - murmurou

- Sabes porque a tua chefe não me suporta por perto? – pararam de caminhar e encararam-se – Deves muito bem notar que ela apenas implica contigo porque sente uma atracão sexual por ti…assustadora. Dificilmente controlável. – ele não respondeu – Saber que eu voltei e que antes fora a tua melhor amiga e juntos éramos uma equipa bem unida e assustadora para os nossos inimigos, é como uma ameaça. E também ela olhou para mim e viu-me uma ameaça maior devido…ao meu jeito de ser e…aparentemente pela minha imagem atraente.

- Dália e eu conhecemo-nos um dia antes de ela entrar no Departamento para o dirigir.

- Eu sei. – Aria disse - E sei também que dormiram juntos nessa noite. – sorriu – Nisso não mudas-te nem um pouco, Tomy. – ele sorriu

- Não passou dessa noite. – ele recordou – Mas para ela tinha sido um autentico crime e passou a fazer de mim alvo para as suas implicações. – encolheu os ombros

- Agora eu voltei e ela já não é a mulher que está no teu Departamento e te tenta controlar.

- Achas que tu…me podes controlar? – Tom provocou

- Tom…por favor…sabes muito bem que o meu espírito rebelde tomou-te. Éramos novatos no Departamento todo e nada nos parecia impedir, sabes o quanto fomos reprovados. Mas continuamos e quando deram por isso…éramos os melhores em campo…tu recebias uma ordem especial para poder usar piercing em horário de trabalho e eu não era marcada em caderneta pelos meus actos vadios. – ambos sorriram – Causamos imensa inveja.

- E por isso tudo do passado…achas que me podes controlar, certo? – voltou a provocar

- No passado descontrolei-te…agora…posso controlar-te. – ela falou no mesmo tom de provocação

- E como farias isso, Aria? – cruzou os braços ao peito – Recordo-te que estives-te morta para mim por três anos.

- E saberes que estou viva foi a melhor noticia do ano para ti. – sorriu-lhe

- Achas-te muito. – atirou – Lá por dirigires a minha missão nada significa mais.

- Não queres que te controle por algum motivo. – ela disse

- Motivo algum. – respondeu-lhe

- Tenho plena consciência que não me temes…e sei igualmente que não pretendes ultrapassar-me… o motivo é outro.

- Qual seria esse suposto motivo? – começava a se divertir com a conversa

- Antes eu passava por despercebida mas agora… - estalou a língua – a minha ausência tocou-te mais do que o suposto, Tom. Desejas-te vingar-me e sofreste com a minha falta na tua vida. – aproximava-se dele – Sei que sonhas-te com tudo o que tínhamos dividido…a nossa amizade, o nosso trabalho…tudo… - Tom podia já sentir a calma respiração daquela loira junto dos seus lábios, desejava voltar a provar o picante sabor dos lábios carnudos de Aria, deseja de facto…mas a coragem para se atrever parecia ter-se ausentado subitamente. – Nunca repares-te em mim de outro modo e só Deus sabe o que me custou em dados momentos, Tomy. – pouco faltava para acariciar os lábios do rapaz com os seus – Agora não trabalhamos no mesmo departamento e agora…eu quero aquilo a que tenho direito. Porque mereço. – sorriu ligeiramente e roçou os lábios pelos dele. – Que te parece? Controlo-te aí ou não?

Tom uniu uma das suas mãos a uma das faces de Aria, as suas bocas juntaram-se e o beijo surgiu; de novo sentia-se aquela paixão picante, as suas línguas misturavam-se de modo surpreendentemente único, a respiração de ambos alterou-se com o desejo que sentiam; a outra mão do rapaz juntou-se á delicada cintura de Aria e assim manteve-a bem junto de si, fazendo o que podia para impedir uma abrupta separação. O corpo da rapariga foi ao encontro da parede daquele silencioso corredor, foi esmagada pelo corpo de Tom e o beijo que trocavam tornou-se mais intimo, mais carregado de desejo e cheio de paixão avassaladora. As mãos dele ficaram ambas junto da cintura da rapariga, como possuindo-a assim, não queria ver-se separado de Aria, ansiava por ela em demasiado; os beijos mantinham-se, eram constituídos por uma sufocação inimaginável, aqueles dois queriam-se imenso.

Tom passara a arrastar as mãos pelo corpo de Aria, deixando um rasto de carícias adoráveis, os beijos mantinham-se perfeitos e únicos; alcançou o local logo a baixo do peito da rapariga, arrastou o polegar por cima do decote, tocando suavemente os seios dela; Aria por sua vez depositava carícias amorosas ao longo das costas do rapaz, por baixo da t-shirt, por vezes deslizava as mãos para a barriga e peito de Tom, deliciando-se com o toque e calor da pele dele.

O inesperado toque de um telemóvel interrompeu os beijos e os mimos, Tom pigarreou e foi mesmo bater com o punho esquerdo na parede; Aria sorriu, beijou-o uma última e rápida vez e atendeu o seu telemóvel, embora ainda estivesse a ser comprimida pelo corpo do rapaz.

publicado por iamcarmen às 14:35
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O Plágio é o acto de assinar ou apresentar uma obra intelectual de qualquer natureza (texto, música,obra pictórica,fotografia, obra audiovisual,etc) contendo partes de uma obra que pertença a outra pessoa sem colocar os créditos para o autor original. No acto de plágio, o plagiador apropria-se indevidamente da obra intelectual de outra pessoa, assumindo a autoria da mesma. PLÁGIO É CRIME. A PENA VAI DE TRÊS MESES A UM ANO DE PRISÃO OU MULTA POR APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE TEXTOS.
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